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Um amontoado de pensamentos aleatórios, idéias absurdas e histórias sem pé nem cabeça.

Começo de semana confuso.

Meu exercício de "pôr o sono em dia" foi pro ralo ontem. Não sei como consegui a proeza, mas eu dormi das 8 horas da manhã às 11 da noite, e depois ainda tirei um cochilo de 2 horas lá pras 3 da matina. É… meu tormento começa denovo.
Na verdade, não é só a insônia que anda me confundindo, é um conjunto de problemas e pequenas coisas que você percebe durante o dia. Já comecei outubro com o pé esquerdo. Meu pai me deve R$260,00 e me dá uma desculpa pior do que a outra todo santo dia pra não me pagar. E olha que ele trabalha e eu não. Minha mãe para de trabalhar nesta quarta-feira, minha irmã se preocupa demais com as coisas dentro de casa e se tranca no quarto tentando escolher entre pensar sobre a família ou estudar pra provas da faculdade, e eu fico aqui, no meu pequeno - mas meu - quarto, meu lugar sagrado, onde somente eu, meu computador e minha cadelinha dividimos o espaço (além da mobília, é claro).

Daí eu paro pra pensar e percebo que eu estou praticamente vivendo dentro de um roteiro de novela mexicana barata. A única diferença é que eu não tenho nome composto (nem meus familiares), e até agora não encontrei o "happy ending" melodramático que todo roteiro de quinta possui. Desde que perdi meu emprego têm sido assim, eu imagino. Talvez quando eu era assalariado também, mas eu não tinha tempo para pensar na possibilidade. Aí vem a luta para conseguir outro emprego, choramingar no ouvido de empregadores, ouvir uma dúzia de "nãos" e ainda achar forças pra tentar manter a auto-estima lá em cima e ir à próxima porta de empresa que eu encontrar pela frente.

Sinceramente, isso não é pra mim. Na verdade nada disso era realmente o que eu esperava que fosse. O ex-emprego, a vida pós-emprego, problemas familiares… Tudo parece tão mais fácil, tão mais bonitinho quando você está do lado de fora… Mas aí te chamam pra encenar e te jogam no meio do grande palco chamado vida. E você acaba percebendo, cedo ou tarde, que seu papel às vezes é grande demais para uma só pessoa. Daí você erra o texto, e é forçado a tentar denovo, pois o tempo não pára.

É aí que tento tirar umas férias de mim mesmo, fazer Ioga, olhar pras nuvens, deitar na cama ouvindo músicas boas, sentar do lado de fora de casa e ver o movimento da rua lá embaixo, com as pequenas pessoas condenadas ao teatro da vida, assim como eu. E férias não adiantam nessa situação. Ficar parado é uma merda… descobri isso da pior maneira possível. Cabeça vazia é oficina do Diabo, como mamãe diz. E eu acredito. Já pensei em tanta coisa estúpida desde que essas minhas "férias" começaram que tenho até medo de pensar. Vai ver eu realmente precise voltar a ver um psicólogo. Nunca deveria ter saído das sessões, imagino eu.

Fora toda a problemática eu-familia-desemprego-vida vazia, eu ainda tenho que encontrar tempo pra resolver "mistérios" que me rodeiam, pra falar com amigos importantes, tentar falar com amigos não tão importantes (quem são?), choramingar sobre coisas que perdi, blá blá, blá blá, e por aí vai.

~ de chamatte em 9, Outubro, 2007.

Uma resposta to “Um amontoado de pensamentos aleatórios, idéias absurdas e histórias sem pé nem cabeça.”

  1. E, por mal que o diga, eis a prova de que você tem tempo livre demais. Sem ofensa…

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