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Sou eu ou a música realmente boa está perdida?

Há algum tempo nós vemos bandas e mais bandas pipocando por aí, com hits “pop”, direito a clipezinho na MTV, emos e groupies fazendo a festa e tudo o mais. A cada dia que se passa a febre aumenta, pessoas ficam cantarolando músicas erroneamente aqui e acolá, se dizem verdadeiros “Fãs” das bandas e hits atuais, e, em algum tempo no futuro, esquecem de tal fato mais fácil do que perder uma caneta bic por aí.

E, afinal, quem contribui pra tudo isso? As bandas novas, completamente sem conteúdo, ou as do Arco-da-Velha, que agora tentam mesclar seu som com os ritmos melódicos/melosos/nojentos que rondam por aí e atingem nossa preciosa audição?

Musicistas e bandas de renome ao redor do globo estão aderindo à modinha pra não perder os “fãs fervorosos de 15 minutos”. Alteram completamente seus estilos de cantar, tocar, se expressar, para agradar meia dúzia de pessoas completamente destacadas na multidão - e completamente descartáveis -, se rebaixam de tal modo que eu chego a ter náuseas ao ouvir suas músicas novas. Aonde foi parar a tradição musical? Mudar por mudar tudo bem, o mundo é feito de mudanças. Mas quando o assunto é marketing, pera lá, as coisas estrapolam, mudam de rumo, caem nas graças do povão e mudam o significado de renome para ridículo.

É aí que dá saudade daqueles velhos discos de vinil, insuperáveis, com artistas gloriosos, que até hoje não mudaram tudo na carreira pra atingir uma meta completamente porca (não contando os mortos, obviamente!).

Sem mais blábláblá~

~ de chamatte em 4, Outubro, 2007.

Uma resposta to “Sou eu ou a música realmente boa está perdida?”

  1. E é por isso, caros amigos, que eu sou indie: artistas alternativos têm fãs decentes. A maioria deles não tenta se adequar aos fãs patéticos da onda atual(que dura, o quê, quninze dias?).

    Aimee Forever, baby!

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